segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Retalhos de Garanhuns – Volume XIV: A Alma da Cidade em Páginas

O Volume XIV de Retalhos de Garanhuns – Coleção História de Garanhuns convida o leitor a realizar uma emocionante viagem pelo passado da Cidade das Flores.

Mais do que reunir fatos e acontecimentos, esta nova edição preserva histórias, personagens, tradições, instituições, lugares e memórias que ajudam a compreender a formação histórica e cultural de Garanhuns e do Agreste pernambucano.

Cada texto é uma janela aberta para diferentes épocas da cidade. São páginas que revelam a força da religiosidade, da educação, da cultura, da política, do esporte, da literatura e das relações humanas que ajudaram a construir a identidade da chamada Suíça Pernambucana.

Memórias de Monsenhor Adelmar da Mota Valença

A jornada começa com “Memórias de Monsenhor Adelmar da Mota Valença – Parte II”, aprofundando o registro da trajetória de uma das personalidades mais importantes da história religiosa e educacional de Garanhuns.

Sua atuação esteve ligada à fé, à educação e à formação de gerações de garanhuenses, tornando seu nome parte inseparável da memória social e cultural do município.

“Senhor Artur”: personagens da antiga Garanhuns

A literatura ganha espaço em “Senhor Artur”, conto de João Marques dos Santos.

Com sensibilidade e atenção aos tipos humanos, o autor apresenta personagens que ajudam a representar o cotidiano de uma Garanhuns de outros tempos.

A literatura memorialística tem justamente essa capacidade: transformar pessoas aparentemente comuns em personagens eternos da história de uma cidade.

Assombração no Parque Euclides Dourado

As histórias populares e o imaginário garanhuense aparecem em “Assombração no Parque Euclides Dourado”, de João Correia Filho.

O tradicional parque, um dos espaços mais conhecidos de Garanhuns, surge envolto em lembranças e histórias que atravessaram gerações.

A narrativa mostra como lendas, causos e relatos populares também fazem parte do patrimônio imaterial e da memória afetiva de Garanhuns.

A Sopa de Mirabeau e as antigas conversas garanhuenses

Em “A Sopa de Mirabeau”, o jornalista Marcilio Lins Reinaux recupera episódios marcados pela convivência, pelas reuniões e pelas conversas que faziam parte da vida social da cidade.

A crônica apresenta um pouco da sociabilidade da antiga Garanhuns e ajuda a compreender como os encontros cotidianos contribuíram para a construção da identidade cultural local.

A Sociedade Cultural de Garanhuns

A efervescência intelectual da cidade é resgatada no registro sobre A Sociedade Cultural de Garanhuns.

Instituições culturais desempenharam papel fundamental na promoção das artes, da literatura e do debate de ideias, contribuindo para consolidar a vocação cultural da Cidade das Flores.

O Pacificador Doca Ivo

A vida pública de Garanhuns ganha destaque em “O Pacificador Doca Ivo”, de José Francisco de Souza.

A crônica apresenta a trajetória de um homem lembrado pela capacidade de conciliar diferentes posições e estabelecer pontes em momentos de divergência.

O relato mostra como a história política de uma cidade também é feita por personagens que exerceram influência através do diálogo e da convivência.

Júlio Brasileiro e João Paes de Carvalho

O Volume XIV também resgata as trajetórias de Júlio Brasileiro e João Paes de Carvalho, personalidades que integram a galeria de nomes importantes da história de Garanhuns.

Essas biografias contribuem para ampliar o conhecimento sobre homens que participaram de diferentes momentos da vida social, política e econômica do município.

A Rotunda e a memória das antigas locomotivas

Uma das páginas mais nostálgicas desta edição está em “A Rotunda”, de Alberto da Silva Rêgo.

A narrativa recupera lembranças das manhãs festivas do Colégio Diocesano de Garanhuns e das antigas locomotivas da Great Western, trazendo de volta imagens de uma época em que o trem fazia parte da paisagem e da vida cotidiana da cidade.

A memória ferroviária é um dos capítulos importantes da história de Garanhuns e permanece presente nas lembranças de várias gerações.

“Qualquer Semelhança” e a vida política local

Em “Qualquer Semelhança”, o poeta e escritor José Gomes Sobrinho, conhecido como Zé Gomes, utiliza uma lembrança da infância e a figura do menino “dono da bola” como ponto de partida para uma reflexão sobre civismo, comportamento e política.

A crônica aproxima memória pessoal e reflexão social, mostrando como acontecimentos aparentemente simples podem adquirir significados mais amplos.

Craques de Garanhuns e a história do futebol

O esporte ocupa espaço especial no Volume XIV de Retalhos de Garanhuns.

Em “Craques de Garanhuns”, Otávio Augusto recupera nomes que fizeram parte da história do futebol local.

A publicação também resgata a histórica fotografia da Equipe do Flamengo de Garanhuns em 1920, registrada em frente à casa do escritor Luís Jardim, importante referência da literatura e da cultura garanhuense.

A memória esportiva revela outro aspecto da vida social da cidade e demonstra como o futebol ajudou a aproximar gerações de torcedores e atletas.

Luiz Siqueira: um craque na memória de Garanhuns

A história do futebol continua em “Luiz Siqueira”, do jornalista Paulo Roberto de Almeida Santos.

O texto presta homenagem ao ex-jogador que atuou por equipes como Esporte Clube, Sete de Setembro, União, Onze e AGA, preservando a trajetória de um dos nomes lembrados pelos apaixonados pelo futebol de Garanhuns.

Nos Campos dos Garanhuns: o nascimento de uma cidade

Entre os textos de maior importância histórica está “Nos Campos dos Garanhuns, o Nascer de uma Cidade Secular”.

A narrativa mergulha nas origens de Garanhuns, recuperando referências aos indígenas Unhanhu, à trajetória de Dona Simôa Gomes de Azevedo e ao processo histórico que culminou na elevação da antiga Vila de Santo Antônio à categoria de cidade, em 1879.

Esse capítulo é especialmente importante para quem deseja compreender as raízes da História de Garanhuns e os acontecimentos que contribuíram para a formação do município.

O Sobrado de Francino Ferreira Caldas

Encerrando o volume, “O Sobrado de Francino Ferreira Caldas”, de Maria de Lourdes Caldas Gouveia, resgata a memória de um dos antigos casarões de Garanhuns.

O sobrado é apresentado como testemunha de importantes acontecimentos da história local, incluindo a Hecatombe de 1917, episódio que marcou profundamente a memória política e social do município.

A preservação desses antigos imóveis é fundamental para compreender a evolução urbana de Garanhuns e manter vivos os testemunhos arquitetônicos de seu passado.

Conteúdo do Retalhos de Garanhuns – Volume XIV

Nesta edição da Coleção História de Garanhuns, o leitor encontrará:

  • Memórias de Monsenhor Adelmar da Mota Valença – Parte II
  • Senhor Artur – Conto
  • Assombração no Parque Euclides Dourado
  • A Sopa de Mirabeau
  • O Pacificador Doca Ivo
  • Júlio Brasileiro
  • João Paes de Carvalho
  • A Rotunda
  • Qualquer Semelhança
  • Craques de Garanhuns
  • Nos Campos dos Garanhuns, o Nascer de uma Cidade Secular
  • Luiz Siqueira
  • O Sobrado de Francino Ferreira Caldas

Retalhos de Garanhuns: a alma de uma cidade em páginas

Retalhos de Garanhuns – Volume XIV: A Alma da Cidade em Páginas é mais uma importante contribuição para a preservação da história, da cultura e da memória de Garanhuns.

Ao reunir histórias sobre religiosos, escritores, políticos, esportistas, educadores, personagens populares, instituições, tradições e antigos lugares da cidade, a obra apresenta diferentes caminhos para conhecer o passado garanhuense.

Cada capítulo representa um fragmento de uma história maior. Juntos, esses fragmentos ajudam a formar o retrato de uma cidade construída por muitas gerações.

Preservar o passado para compreender o presente

Conhecer a História de Garanhuns é compreender as raízes de uma cidade cuja identidade foi formada pela união de diferentes culturas, tradições, personagens e acontecimentos.

O Volume XIV de Retalhos de Garanhuns mantém vivo esse compromisso com a memória e oferece às novas gerações a oportunidade de conhecer lugares, pessoas e episódios que poderiam desaparecer com o passar do tempo.

Porque uma cidade não vive apenas em seus prédios, ruas e monumentos. Ela vive também nas lembranças de seu povo.

E é justamente essa alma — feita de histórias, saudades, personagens e tradições — que Retalhos de Garanhuns – Volume XIV: A Alma da Cidade em Páginas procura preservar.

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