Ao longo desta obra, o leitor é convidado a percorrer diferentes momentos da trajetória de Garanhuns e do Agreste pernambucano, conhecendo personagens, costumes, episódios marcantes e lugares que ajudaram a construir a identidade da Suíça Pernambucana.
História e memória de Garanhuns
Como uma verdadeira colcha de retalhos, o Volume XVII reúne crônicas, relatos históricos e memórias que revelam diferentes aspectos da vida garanhuense. Cada texto representa um fragmento de um passado que merece ser conhecido, preservado e transmitido às novas gerações.
Entre os destaques está “Os Combatentes da Liberdade”, de Luiz Souto Dourado, que recupera importantes referências da vida intelectual, cultural e comunitária de Garanhuns. A narrativa evoca nomes como Padre Adelmar Valença, Ruber van der Linden e a professora Ivonita Guerra, personagens que contribuíram para a formação cultural e social do município.
A obra também valoriza os chamados tipos populares de Garanhuns, personagens que, embora muitas vezes ausentes dos registros oficiais, fazem parte da memória afetiva da cidade. Em “Dr. Guerra e o Eclipse”, João Marques dos Santos resgata um episódio curioso do cotidiano local, enquanto José Francisco de Souza apresenta, em “Preto Justino – Tipo Popular”, uma figura que marcou as ruas e a vida social de Garanhuns.
As memórias estudantis também ganham espaço em “A Tradução”, de Humberto Alves de Moraes. O texto recorda uma época marcada pelos exames orais, pelas provas de latim e pelas experiências vividas nos tradicionais estabelecimentos de ensino da cidade, preservando aspectos do cotidiano escolar de outras gerações.
Patrimônio histórico e arquitetura de Garanhuns
Um dos grandes méritos de Retalhos de Garanhuns – Volume XVII está na valorização do patrimônio histórico e arquitetônico do agreste.
Em “O Casarão”, Clovis de Barros Filho transforma uma antiga construção em testemunha de diferentes períodos da história. Já “O Antigo Chalé Verde da Avenida Santo Antônio”, resgatado neste volume, recupera a memória de uma das construções que fizeram parte da paisagem urbana de Garanhuns.
Esses relatos ultrapassam a simples descrição de prédios antigos. Eles mostram como a arquitetura está ligada à memória das famílias, às transformações urbanas e à própria identidade de uma cidade. Preservar esses espaços significa também preservar parte da história de Garanhuns.
A convivência social e a boemia de outras épocas aparecem ainda em “Bar O Vagão”, de Ailton Guerra e Maria Edileuza Sarinho, trazendo de volta lembranças de encontros, conversas e momentos de confraternização que marcaram a vida noturna da cidade.
Personagens que fazem parte da história de Garanhuns
A memória de Garanhuns também é construída por homens e mulheres que deixaram sua marca na sociedade local.
Em “A Lira dos Quinze Anos”, Amaury de Medeiros conduz o leitor por lembranças da juventude, enquanto “Albertina Teixeira”, de João Correia Filho, recupera a trajetória de uma mulher marcada pela coragem, pela fé e pela dedicação à família.
O Volume XVII apresenta ainda a história do Capitão Thomaz da Silva Maia, personagem cuja trajetória integra a galeria de figuras que contribuíram para a formação histórica de Garanhuns.
Outro registro de grande relevância é “A Primeira Evangélica em Garanhuns”, que amplia o conhecimento sobre a formação religiosa e social do município e demonstra a diversidade de experiências que fazem parte da história local.
A imprensa e a memória de Garanhuns
A imprensa ocupa lugar especial na preservação da memória histórica de uma cidade. Jornais, cronistas e jornalistas registraram acontecimentos, personagens e transformações que hoje constituem importantes fontes para pesquisadores e leitores interessados na história regional.
Nesse sentido, “Memórias da Imprensa de Garanhuns”, organizada pelo jornalista Ulisses Peixoto Pinto Filho, representa uma importante contribuição para a preservação da história da comunicação no município.
Através de registros e homenagens publicados nas páginas de O Monitor, o leitor reencontra personagens ligados à política, ao comércio, ao esporte, à cultura e à vida social de Garanhuns, recuperando acontecimentos que poderiam desaparecer com o passar dos anos.
Retalhos de Garanhuns: preservando a memória para o futuro
Mais do que uma coletânea de textos históricos, Retalhos de Garanhuns – Volume XVII é uma obra dedicada à preservação da memória cultural e histórica de Garanhuns.
Cada crônica representa uma oportunidade de reencontro com uma cidade que mudou ao longo das décadas, mas que continua carregando marcas profundas de seu passado. São histórias de personagens populares, famílias, instituições, construções, tradições e acontecimentos que ajudam a compreender a formação da sociedade garanhuense.
Ao reunir esses diferentes fragmentos, a Coleção História de Garanhuns reafirma seu compromisso com a pesquisa, a valorização do patrimônio e a preservação da memória do Agreste pernambucano.
Conhecer essas histórias é compreender melhor as raízes de Garanhuns. Preservá-las é garantir que as futuras gerações possam conhecer os caminhos percorridos por aqueles que construíram a Cidade das Flores.
Retalhos de Garanhuns – Volume XVII: História de Garanhuns é, portanto, um convite à leitura, à descoberta e à valorização da memória. Uma obra para quem deseja conhecer personagens, lugares e acontecimentos que ajudaram a formar a identidade histórica e cultural de Garanhuns.
VOLUME XVII
- Dr. Guerra e o Eclipse
- Bar O Vagão
- A Lira dos Quinze Anos
- Capitão Thomaz da Silva Maia
- A Primeira Evangélica em Garanhuns
- O Casarão
- O Antigo Chalé Verde da Avenida Santo Antônio
- Preto Justino – Tipo Popular
- Os Combatentes da Liberdade
- A Tradução
- Albertina Teixeira
- Memórias da Imprensa de Garanhuns
Retalhos de Garanhuns – Volume XVII integra a Coleção História de Garanhuns, dedicada ao resgate e à preservação da história, da cultura, das tradições e da memória do povo garanhuense.

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