sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Retalhos de Garanhuns - Volume 14

Abrir este Volume XIV da coleção Retalhos de Garanhuns é empreender uma viagem no tempo em que os contornos da “Suíça Pernambucana” se revelam não apenas pela altitude e pelo clima ameno das Sete Colinas, mas pelo pulsar vivo de sua gente e de suas tradições. Cada texto reunido neste tomo funciona como uma janela aberta para o passado.

A jornada memorialística se inicia no berço espiritual e cívico da nossa terra. Com as Memórias de Monsenhor Adelmar da Mota Valença, somos conduzidos ao epicentro da fé, da educação e da liderança comunitária que marcaram gerações. A sensibilidade literária prossegue na vertente ficcional e lírica com o conto “Senhor Artur”, do talento inconfundível de João Marques dos Santos, revelando o olhar atento sobre os tipos humanos que povoavam nosso cotidiano. E quem se aventura pelas alamedas de nossa infância não deixará de sentir o calafrio místico da crônica “Assombração no Parque Euclides Dourado”, na qual João Correia Filho resgata a mitologia urbana do nosso mais emblemático parque dos eucaliptos.

A prosa elegante e bem-humorada ganha destaque na crônica “A Sopa de Mirabeau”, lavrada pelo jornalista Marcilio Lins Reinaux, evocando a sociabilidade, as reuniões e o sabor das velhas conversas garanhuenses. Esse mesmo espírito associativo e intelectual ressoa nos registros sobre A Sociedade Cultural de Garanhuns, centro efervescente de ideias que alimentou as artes e as letras da cidade. A política e a concórdia ganham dimensão humana na pena do Dr. José Francisco de Souza em sua crônica “O Pacificador Doca Ivo”, homenagem a um homem que soube moderar paixões e erguer pontes na vida pública local. A galeria de perfis biográficos completa-se com as trajetórias e aos legados de Júlio Eutímio Brasileiro e João Paes de Carvalho, pilares do desenvolvimento e da dignidade garanhuense.

O lirismo urbano e a nostalgia ganham contornos inesquecíveis na crônica “A Rotunda”, do escritor Alberto da Silva Rêgo, que nos reconduz às manhãs festivas do Colégio Diocesano e aos giros das marias-fumaça da Great Western. Em contraponto cívico e indignado, o poeta e escritor José Gomes Sobrinho (Zé Gomes) nos presenteia com a visceral crônica “Qualquer Semelhança”, em que o menino “dono da bola” da antiga Baixinha serve de metáfora moral para os rumos do civismo e da política local.

A memória esportiva do município - coração pulsante da juventude de outrora - ganha luzes e cores vibrantes. Na crônica “Craques de Garanhuns” de Otávio Augusto. O jornal O Monitor faz desfilar os grandes nomes do futebol da terra, resgatando a lendária fotografia da Equipe do Flamengo de Garanhuns em 1920, registrada em frente à casa do escritor Luís Jardim. A paixão pelo futebol prossegue com o jornalista Paulo Roberto de Almeida Santos na crônica “Luiz Siqueira”, tributo ao ex-craque que brilhou no Esporte Clube, no Sete de Setembro, no União, no Onze e na AGA.

A dimensão histórica e fundacional da terra das flores sobressai no ensaio “Nos Campos dos Garanhuns, o Nascer de uma Cidade Secular”, que rememora a saga dos indígenas Unhanhu, a generosidade de Dona Simôa Gomes de Azevedo e o empenho do Barão de Nazaré em elevar a antiga Vila de Santo Antônio à categoria de cidade em 1879. Por fim, a intimidade familiar e a arquitetura monumental encontram-se na delicada prosa da escritora Maria de Lourdes Caldas Gouveia, que na crônica “O Sobrado de Francino Ferreira Caldas” imortaliza os testemunhos do casarão que assistiu à Hecatombe de 1917.

Que esta leitura seja para o leitor não apenas um exercício de saudade, mas um compromisso renovado com a preservação da identidade e da história de Garanhuns.

José de Anchieta Gueiros Viana de Barros

VOLUME XIV

Memórias de Monsenhor Adelmar da Mota Valença - Parte II

Senhor Artur (Conto)

Assombração no Parque Euclides Dourado

A Sopa de Mirabeau

O Pacificado Doca Ivo

Júlio Brasileiro

João Pães de Carvalho

A Rotunda

Qualquer Semelhança

Craques de Garanhuns

Nos Campus dos Garanhuns, o Nascer de uma Cidade Secular

Luiz Siqueira

O Sobrado de Francino Ferreira Caldas   

sexta-feira, 31 de julho de 2026

A Alma da Cidade em Páginas: Volume XIII de Retalhos de Garanhuns

Neste volume, o leitor é convidado a percorrer uma galeria vibrante de cenários, tipos populares, tragédias, gestos de fé e bastidores da vida política e cultural que moldaram a “Suíça Pernambucana”.

Iniciamos nossa caminhada sob o perfume dos jardins e a elegância urbana retratada na crônica “A Bela Praça Jardim”, do cronista Clovis de Barros Filho, que nos devolve o encanto contemplativo do coração de Garanhuns. Essa cidade poética se entrelaça à memória das artes com a passagem singular do Maestro Fernand Jouteux, o músico francês que encontrou nas terras altas do Agreste a inspiração e o refúgio para sua genialidade.

Mas a Garanhuns poética também foi palco do destemor e do confronto. A história ganha contornos de suspense e bravura nos relatos sobre a célebre Prisão do Cangaceiro João Coxo, imortalizada nas páginas do Diário da Manhã, e na perícia quase mítica do Rastejador Tenente Raimundo, figuras que traduzem os tempos em que a caatinga e o sertão desafiavam a ordem das cidades.

A vida cotidiana de uma terra ganha cor através de seus tipos inesquecíveis. O jornalista José Francisco de Souza resgata da poeira do esquecimento a figura folclórica e pitoresca de “Zé Pitanga”, lembrando-nos de que a identidade de um povo é tecida no afeto pelas figuras mais simples das suas ruas. No mesmo tom de companheirismo e paixão pelo impresso, Rossini de Azevedo Moura nos transporta aos bastidores da imprensa local na crônica “Rossini Moura e os amigos do Jornal O Monitor”, celebrando a era de ouro do jornalismo feito com tintas de idealismo.

Retalhos de Garanhuns - Volume XIII: Memória, Afeto e Tradição na Terra de Simôa Gomes

A fé e a vocação educativa ganham relevo nas páginas dedicadas à figura monumental do Cônego Benigno Lira - o fundador do Colégio Diocesano, o pacificador em tempos de incompreensão e o sacerdote cujo trágico destino não apagou a imensidão de sua obra de caridade.

A afetividade familiar e a nostalgia das velhas tradições surgem no traço delicado de José Rodrigues da Silva na crônica “A Garanhuns dos Meus Avós”, onde o perfume do café, a chegada dos trens e as antigas feiras ganham vida. Do mesmo modo, a sensibilidade poética de João Marques dos Santos nos envolve no espírito fraterno de “O Verdadeiro Sentido de um Amigo no Natal”, uma lição de humanidade e simplicidade que ressoa na calmaria da Avenida Santo Antônio.

O amor imortal às letras e ao conhecimento encerra-se em alta voltagem emotiva com a memória de Alfredo Correia da Rocha. Na crônica “Alfredo Rocha - Morreu Como Viveu: Engolfado nas Letras”, acrescida da comovente homenagem dos seus confrades do Grêmio Cultural Ruber van der Linden, testemunhamos o instante derradeiro do intelectual que tombou servindo à cultura, sacramentando no “castelar dos dias” sua dedicação à literatura.

Por fim, o fecho de ouro desta coletânea mergulha nas raízes profundas da liderança e da ética. Em “O Político e as Raízes de Antônio Souto Filho”, sua filha Gerusa Souto Malheiros traça um perfil comovente e límpido do ex-chefe político e parlamentar. Entre o ranger dos trens que traziam a comitiva à Praça Dom Moura emerge o retrato de um homem descendente do histórico Sítio Mochila, que fez da política um exercício de conciliação, integridade e amor à sua terra.

Cada texto aqui reunido funciona como uma janela para o passado, permitindo ao leitor de hoje compreender os alicerces afetivos e históricos sobre os quais Garanhuns se ergueu.

Boa leitura por estas páginas repletas de saudade, história e vida!

José de Anchieta Gueiros Viana de Barros.

VOLUME XIII

A Bela Praça Jardim

Francisco Veloso da Silveira

A Prisão do Cangaceiro João Coxó

Maestro Fernand Jouteux

Zé Pitanga - Tipo Popular

O Rastejador Tenente Raimundo

Rossini Moura e os Amigos do Jornal O Monitor

Cônego Benigno Lira

A Garanhuns dos Meus Avós

O verdadeiro Sentido de um Amigo no Natal

Alfredo Rocha Morreu Como Viveu - Engolfado nas Letras

O Político e as Raízes de Antônio Souto Filho

domingo, 19 de julho de 2026

Retalhos de Garanhuns e os Esboços de Nossa História - Volume 12

O Volume XII de Retalhos de Garanhuns - “Coleção História de Garanhuns” abre suas cortinas resgatando a extraordinária riqueza humana que habitava as ruas serranas no início do século passado. Pela escrita perspicaz e generosa do Dr. José Francisco de Souza, somos reapresentados a Cândido Trinta Contos, figura folclórica e inesquecível cuja presença pitoresca ajudava a compor o cenário cotidiano da cidade. A esse mosaico de tipos marcantes juntam-se as veneráveis memórias do Monsenhor Afonso Pequeno e de João Batista de Melo Peixoto, seguidas pelo retrato quase poético do Sacristão Serapião, cujos passos e afazeres ecoavam entre o Pau Pombo e a Vila Regina, personificando uma Garanhuns onde todos se conheciam e se saudavam pelo nome. 

A geografia urbana e as vizinhanças afetivas ganham contornos íntimos no relato de Alfredo Vieira (Filho). Ao rememorar os Vizinhos de Alfredo da Silva Vieira na Rua Santo Antônio, ele nos transporta para o coração comercial e residencial da artéria principal da cidade, ressuscitando o convívio diário daquela época de ouro. O rigor biográfico e o reconhecimento cívico continuam com o cronista Jaime de Oliveira Luna, que traça o perfil do ilustre Francisco Ferreira Leal, um homem cuja trajetória se confunde com o próprio desenvolvimento local.

Crônicas da Suíça Pernambucana: Lançamento do Volume XII da Coleção Retalhos de Garanhuns

A natureza também deixou suas marcas profundas na história do Agreste, e este volume imortaliza um dos episódios mais impressionantes do século XX: A Queda do Meteorito em 1923. Através do olhar atento e da narrativa minuciosa de Arlinda da Mota Valença, o leitor redescobre o espanto e a fascinação que tomaram conta dos garanhuenses quando os céus riscaram o chão da nossa serra. Logo após, mudando o foco para as paixões populares, o livro celebra a memória esportiva de Lourival Dias, craque que honrou os gramados locais e fez vibrar os corações dos torcedores do nosso futebol de outrora.

Os monumentos que definem a nossa identidade visual e afetiva ganham capítulos de destaque. José Rodrigues da Silva nos oferece a lírica Crônica de um Relógio que é a Cara de Garanhuns, detalhando a visão pioneira que trouxe da Suíça o maquinário da praça que hoje é o nosso maior cartão-postal. Em seguida, num brado de profundo amor ao patrimônio, Nelson Paes de Macêdo ergue sua voz na crônica A Catedral de Santo Antônio, escrita em um momento crucial de 1978 para defender a preservação e o restauro da nave centenária, de seus altares e da arte imortal de Horácio Silva.

O progresso estrutural de Garanhuns é documentado com precisão histórica na reportagem especial de 1934 do jornal Diário da Manhã, que detalha a grande excursão do Clube de Engenharia e os monumentais melhoramentos no Abastecimento de Água em Garanhuns, sob a batuta técnica de Saturnino de Brito e a chegada dos colonizadores japoneses ao Vale do Mundaú. A esse espírito de evolução urbana soma-se a vibrante crônica publicada no jornal O Monitor, que consagra o “Brás” como Pilar de Resistência das Nossas Tradições, uma viagem deliciosa pelo comércio espontâneo, pelas mesas do Bar 1º de Junho, pela sinuca de Sebastião Pacheco e pelas vozes notívagas que vestiam de som as nossas noites frias.

Caminhando para o encerramento, o jornalista Ulisses Peixoto Pinto Filho resgata, através das páginas históricas de O Monitor, a crônica do Primeiro Encontro de Jornalistas do Interior de Pernambuco. Realizado em junho de 1981, esse conclave reuniu no Hotel Tavares Correia os maiores nomes da imprensa e da política do estado, como Joezil Barros e o senador Aderbal Jurema, celebrando a força da palavra escrita na defesa das causas do interior.

Por fim, coroando este volume com chave de ouro, deparamo-nos com o perfil detalhado de Francisco Figueira. O texto recupera o extraordinário legado de um dos “Melhores Prefeitos do Brasil”, administrador que eletrificou os distritos, modernizou a sede, conferiu à cidade o seu Brasão de Armas e colocou Garanhuns na vanguarda do progresso nacional sem jamais abdicar de seus altivos princípios democráticos.

Reunir estes escritos é um ato de profunda devoção à nossa terra. Cada cronista aqui presente atuou como um guardião do tempo, impedindo que a poeira dos anos apagasse o brilho dos nossos heróis, dos nossos monumentos e das nossas pequenas grandes histórias. 

RETALHOS DE GARANHUNS - VOLUME XII

Cândido Trinta Contos - Tipo Popular
Monsenhor Afonso Pequeno
João Batista de Melo Peixoto
Ator Cláudio Correia e Castro em Garanhuns
O Sacristão Serapião no Pau Pombo e Vila Regina
Vizinhos de Alfredo Vieira na Rua Santo Antônio
Natureza em Garanhuns
Francisco Ferreira Leal
A Queda do Meteorito em 1923
Lourival Dias
A Crônica de um Relógio que é a Cara de Garanhuns
A Catedral de Santo Antônio
Abastecimento de Água em Garanhuns em 1930
"Brás" Pilar de Resistência das Nossas Tradições
Primeiro Encontro de Jornalistas do Interior
Francisco Figueira

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Retalhos de Garanhuns - Volume 11 - Páginas de Saudade e Memória

COLEÇÃO HISTÓRIA DE GARANHUNS

Folhear as páginas deste décimo primeiro volume da “Coleção História de Garanhuns” é embrenhar-se por uma vereda onde o tempo não destrói, mas consagra. Sob o título feliz de “Retalhos de Garanhuns”, esta obra não se propõe a ser um compêndio frio de datas e ordenações oficiais. Ao contrário: é um relicário de vivências, uma colcha tecida pelas mãos sensíveis de cronistas que souberam colher o lirismo do cotidiano, a altivez dos vultos humanos e a pulsação histórica de uma terra singular. Cada crônica aqui reunida é um pedaço de tecido vivo que, costurado ao próximo, veste a nossa Garanhuns com os trajes da sua mais profunda identidade.

Fragmentos de uma Época de Ouro

A viagem ao passado começa com o olhar atento do Capitão Francisco Sales Vila Nova e suas ‘Histórias do Tempo Antigo’, que nos devolvem os ecos de uma urbe em formação, onde a pacatez das ruas contrastava com os sobressaltos da história profunda do interior - aqui ilustrada de forma dramática no episódio de ‘A Morte do Cangaceiro Cabo Preto em Brejão de Santa Cruz’, um registro vívido das marcas do cangaço no Agreste Meridional.

A vocação cultural e a altivez intelectual da “Suíça Pernambucana” são resgatadas com precisão na crônica ‘A Instrução em Garanhuns’, de Arthur Brasiliense Maia, iluminando os caminhos da educação que formaram gerações. Esse mosaico de saberes e liderança se estende nas trajetórias de homens públicos, como o Dr. Augusto de Oliveira Galvão, e na nobreza política do Coronel Argemiro Tavares de Miranda, o oitavo prefeito de Garanhuns, cuja vida pública é dissecada pela escrita sempre rigorosa e elegante do Dr. José Francisco de Souza. É o mesmo cronista, inclusive, quem resgata a densidade biográfica de ‘João Ferreira da Costa’, oferecendo ao leitor um retrato fiel da dignidade garanhuense.

Mas a alma de um povo também é feita de acordes, de fé e de desprendimento. Como esquecer as notas musicais que outrora ecoavam dos dedos do inesquecível Pianista Ariosto? Ou o legado de altruísmo, ciência e evangelização deixado pelo pioneiro Dr. George William Butler? Figuras como Belarmino da Costa Dourado e o carismático Alfredo José de Azevedo, eternizado no afeto popular como “Meu Louro”, desfilam nestas páginas como testemunhas de um tempo de honra e de convivência calorosa.

Essa hospitalidade lendária da nossa gente ganha corpo e arquitetura nas crônicas dedicadas aos velhos casarões que abrigaram os viajantes de outrora. A influente comunidade italiana ressurge em ‘Hotel Familiar e a Influência Italiana em Garanhuns’, mostrando como os ventos da Europa moldaram nosso comércio e costumes, dialogando harmonicamente com a hospitalidade telúrica descrita em ‘O Acolhedor Hotel Mota’, pelo cronista João Marques dos Santos - oásis de repouso para os que subiam a serra.

E se o dia garanhuense era feito de trabalho e acolhimento, a noite sempre foi o território do mistério. Nelson Paes de Macêdo evoca o imaginário popular e o arrepio das calçadas enevoadas em ‘A Lenda da Mulher da Madrugada’, lembrando-nos de que o mito também é guardião da história de uma cidade.

Ao final, este volume nos curva diante de homens que desafiaram a própria época com sua coerência e originalidade. Rossini de Azevedo Moura nos emociona com a saga de Leonildo Nunes da Silva em ‘Um Homem Além do Seu Tempo’, enquanto Mauro Ricardo Ferreira encerra esta coletânea com chave de ouro ao traçar o perfil do multifacetado Professor e Pastor Uzzae Canuto, figura excêntrica e genial que encantava os meninos jogando pião e desafiava as mentes com sua oratória e dedicação ao Colégio XV de Novembro.

Oferecer este Volume XI ao público é manter acesa a lamparina da memória. Que estes Retalhos inspirem os leitores de hoje a compreender que o presente que pisamos foi edificado pela coragem, pela arte e pelo caráter dos gigantes que nos antecederam.

José de Anchieta Gueiros Viana de Barros

VOLUME XI

Histórias do Tempo Antigo

A Morte do Cangaceiro Cabo Preto em Brejão

A Instrução em Garanhuns

Dr. Augusto de Oliveira Galvão

João Ferreira da Costa

Pianista Ariosto

Dr. George William Butler

Belarmino da Costa Dourado

Alfredo José de Azevedo "Meu Louro"

Hotel Familiar e a Influência Italiana em Garanhuns

O Acolhedor Hotel Mota

A Lenda da Mulher da Madrugada

Tiro Guerra Dantas Barreto

Coronel Argemiro Tavares de Miranda

Um Homem Além do Seu Tempo

Uzzae Canuto

Retalhos de Garanhuns - Volume 10

COLEÇÃO HISTÓRIA DE GARANHUNS

A coleção Retalhos de Garanhuns atinge a emblemática marca de seu décimo volume, sob a zelosa pesquisa de Anchieta Gueiros e a indelével herança de Ulisses Viana, o que se oferece ao leitor não é uma mera sucessão de fatos datados, mas uma verdadeira cartografia d’alma da “Cidade das Flores”. Cada página deste tomo funciona como um tear, onde o fio do passado se entrelaça ao presente pelas mãos de cronistas que souberam ouvir o silêncio do tempo.

O volume se abre como um portal para as esquinas e praças de outrora. Pelos olhos atentos de Alfredo Leite Cavalcanti, somos transportados para o fervilhar de cores, confetes e cordões que davam vida ao Carnaval de Garanhuns no Início do Século XX, devolvendo-nos a inocência e a fidalguia das velhas festas momescas na altitude do Agreste. Essa sensibilidade para as manifestações do espírito também ecoa na figura perene de Jerônimo Gueiros, cuja erudição e compromisso com o saber continuam a iluminar os caminhos da nossa formação cultural.

A efeméride e a fundação identitária ganham relevo na crônica de José Cláudio Gonçalves de Lima, que desvela a mística e o civismo em torno do 18 de Agosto na História de Garanhuns, data que ressoa como um hino de emancipação e orgulho no coração de cada filho desta terra. Esse orgulho se personifica em vultos que forjaram o cotidiano da cidade: na têmpera militar e patriótica de Um Certo Capitão Pedro Rodrigues, resgatado com precisão e afeto por Ivan Rodrigues da Silva, seu neto; na retidão do esportista e do convívio humano com Antônio Hilário Sobral, imortalizado na crônica de Jaime de Oliveira Luna; e na presença popular e folclórica de Apolônio, figura carismática desenhada com maestria e humanismo pelo Dr. José Francisco de Souza.

Garanhuns sempre foi, por excelência, uma cidade de encontros e de prosas. Rinaldo Souto Maior nos convida a puxar uma cadeira e assentar o espírito nos Antigos Cafés de Garanhuns, espaços de tertúlias políticas e literárias onde o destino do município era debatido entre o aroma do café fresco e o sotaque da terra. É essa mesma atmosfera de efervescência urbana e transformações urbanísticas que Pedro Jorge Valença Silvestre captura ao traçar o painel de Garanhuns Entre as Décadas de 1940 e 1960, período de ouro em que o progresso e a tradição caminharam sob o clima frio das nossas noites.

Uma sociedade, contudo, também se sustenta pelos pilares da fé, da educação e da palavra escrita. A professora Lenice da Silva Melo, em um tributo de pura devoção pedagógica, resgata a trajetória de doação e luz da Madre Bernadete Berardo Loyo, cujo legado no Colégio das Damas permanece vivo nas gerações que educou. A própria história da liberdade de pensamento e da circulação das ideias em nossa comarca é celebrada nas Memórias da Imprensa de Garanhuns, através das páginas históricas do jornal O Monitor, testemunha ocular das dores e glórias do nosso povo.

Coroando esta antologia de retalhos preciosos, o volume nos presenteia com um documento de incomensurável valor histórico e teológico: a histórica entrevista concedida por Dom Jaime da Mota Farias ao jornalista e historiador Nelson Paes de Macedo, em setembro de 1982. Nas respostas do então recém-nomeado bispo-auxiliar, ecoa não apenas a voz de um pastor profundamente comprometido com os necessitados e com a renovação conciliar, mas também a profissão de gratidão eterna de um ex-aluno do “Gigante da Praça da Bandeira”, o Colégio Diocesano de Garanhuns, e de seu grande benfeitor, o Monsenhor Adelmar da Mota Valença.

Ao folhear este Décimo Volume, o leitor perceberá que os autores não juntaram retalhos por mera vaidade saudosista. Fizeram-no porque sabem que Garanhuns é um mosaico inacabado. Cada crônica aqui reunida é um fragmento de espelho onde podemos nos enxergar por inteiro. Que a leitura destas páginas seja, pois, um ato de comunhão com a nossa própria história.

RETALHOS DE GARANHUNS - VOLUME X 

O Carnaval em Garanhuns no Início do Século XX

Jerônimo Gueiros

18 de Agosto na História de Garanhuns

Um Certo Capitão Pedro Rodrigues

Antigos Cafés de Garanhuns

Antônio Isaac de Macêdo

Garanhuns Entre as Décadas de 1940 e 1960

Antônio Hilário Sobral

Apolônio

Madre Bernadete Berardo Loyo

Memórias da Imprensa de Garanhuns

Nelson Paes Entrevista Dom Jaime Mota de Farias

Retalhos de Garanhuns - Volume IX

COLEÇÃO HISTÓRIA DE GARANHUNS

A verdadeira alma de um povo reside nos sussurros de suas esquinas, na lembrança afetiva de suas praças, nos vultos ilustres que moldaram sua cultura e nas passagens cotidianas que o tempo, com sua voracidade habitual, tenta apagar. É justamente contra o esquecimento que se ergue este Retalhos de Garanhuns – Volume IX, nono tomo da Coleção História de Garanhuns.

Como uma colcha meticulosamente costurada por mãos que amam esta terra de colinas verdejantes, este volume reúne crônicas e ensaios que resgatam personagens, instituições e cenários indissociáveis da identidade garanhuense. Cada texto aqui presente funciona como um espelho de nós mesmos, revelando o manancial de inteligência, fé e resiliência que corre nas veias da nossa gente.

Abrindo os portais do passado, somos conduzidos pela sensibilidade de Manoel Evando dos Santos em O professor, o padre e o colégio, uma imersão na formação educacional e espiritual que pavimentou os caminhos de tantas gerações. Em seguida, João Marques dos Santos nos oferece a força narrativa de Sivina, resgatando com contornos poéticos as figuras que povoam o imaginário e a sensibilidade da nossa história íntima.

A vocação empreendedora e o espírito público da cidade ganham corpo nas homenagens a grandes vultos. Alfredo Leite Cavalcanti imortaliza a trajetória do Comendador Manoel Clemente, um pilar de dedicação ao desenvolvimento regional, enquanto as seções dedicadas ao Instituto Martins Júnior e a José de Almeida Filho funcionam como justos registros de instituições e cidadãos que elevaram o nome da comarca através do saber e da retidão de caráter.

Garanhuns também vibra em suas manifestações coletivas. A efervescência cultural e a projeção nacional da nossa “Suíça Pernambucana” são celebradas por Ivo Tinô do Amaral em sua crônica sobre o Festival de Inverno de Garanhuns, um tributo ao evento que transformou o frio de nossas noites em calor artístico.

As raízes familiares e os laços afetivos que prendem o garanhuense ao seu solo são esmiuçados no resgate de Silvia Miranda Galvão e as Raízes do Velho, um mergulho profundo na ancestralidade e na defesa do patrimônio histórico que outrora coloriu nossas paisagens urbanas. Essa mesma Garanhuns de antes ganha vida na icônica Praça Manoel Jardim, onde Cláudio Moraes nos devolve o eco das lonas de circo, o cheiro de pipoca do Cine Popular e a nostalgia de um tempo em que as praças eram o verdadeiro coração da cidade.

O volume destaca ainda o brilho da inteligência que floresceu à margem dos diplomas tradicionais. Ormito Azevedo, em Zé Francisco - Advogado Culto e Brilhante, traça o perfil inesquecível do rábula e ex-barbeiro que assombrou os tribunais e calou a vaidade dos doutos com a força do saber autodidata. Logo após, Ulisses Peixoto Pinto Filho tece em Francisco Gueiros um hino de respeito e saudade a um homem que dividiu sua vida entre a fé pastoral, o serviço público exemplar e o amor ao Colégio XV de Novembro.

Por fim, fechando este ciclo de caminhadas nostálgicas, Neide de Oliveira Tavares nos convida a segurar suas mãos em Percorrendo Ruas. Suas memórias nos guiam pela antiga Rua do Recife, entre vizinhos solidários, os acordes das serenatas de fim de semana e os antigos casarões que a modernidade descaracterizou, mas que a literatura teima em manter de pé.

Retalhos de Garanhuns - Volume IX não é apenas um livro de leitura; é um documento de resistência cultural. Nas páginas que se seguem, o leitor não encontrará apenas o passado de uma cidade, mas a certeza de que, enquanto houver cronistas dispostos a registrar suas saudades, as cores, os horizontes e a poesia de Garanhuns permanecerão eternamente vivos.

RETALHOS DE GARANHUNS - VOLUME IX

O Professor, o Padre e o Colégio 

Sivina 

Comendador Manoel Clemente 

Festival de Inverno de Garanhuns 

Instituto Martins Júnior

José de Almeida Filho

Memória Esportiva de Garanhuns

Silvia Galvão

Antônio Paulo de Miranda Filho

Recordação

Praça Manoel Jardim

Zé Francisco - Advogado Culto e Brilhante

Francisco Gueiros

Percorrendo Ruas                                                 

Memórias da Cidade das Flores: Retalhos de Garanhuns - Volume VIII

COLEÇÃO HISTÓRIA DE GARANHUNS

Escrever a história de uma cidade não é apenas alinhar datas em arquivos frios ou registrar a passagem de governantes por gabinetes oficiais. A verdadeira história - aquela que pulsa, emociona e sobrevive ao esquecimento - é tecida no cotidiano, nos causos contados nas esquinas, no crescimento dos monumentos e na trajetória daqueles que pisaram suas pedras e respiraram o seu ar serrano. Chegar ao Volume VIII da coleção “Retalhos de Garanhuns” é a prova inequívoca de que esta terra não apenas possui um passado glorioso, mas tem o zelo sagrado de preservá-lo.

Nesta nova jornada pelas páginas do tempo, somos convidados a caminhar por uma Garanhuns de contrastes fascinantes: a cidade institucional que se moderniza e a cidade boêmia que acolhe; a urbe que foi palco de trepidantes movimentos políticos e o refúgio lírico que inspirou poetas.

Mais um capítulo da nossa história: Conheça o novo volume de 'Retalhos de Garanhuns'

Abrimos este volume sob a égide e a sensibilidade de Hermínia Brasileiro, cuja presença evoca o olhar refinado sobre as minúcias da nossa formação cultural. Em seguida, a obra nos transporta para o ano de 1943, fazendo-nos testemunhas de um marco de emancipação estética e administrativa na crônica “Festas, Autoridades e Progresso”, que revive a pomposa solenidade de apresentação da nova Prefeitura de Garanhuns - um símbolo do concreto que se erguia para abrigar o futuro.

Mas a identidade garanhuense também se faz de elementos vivos, testemunhas silenciosas das eras. É o que descobrimos no tocante relato “De Caibro de Andaime a Patrimônio da Cidade: O Nosso Velho Cedro”, que humaniza a paisagem e nos lembra de que a natureza e a arquitetura urbana cresceram juntas, ramificadas na mesma identidade.

A história política e o estrépito das armas também encontram eco nestas páginas. Nas linhas precisas de Nelson Paes de Macedo e Jaime Luna, somos arrastados pelo turbilhão de 1930 em “A Coluna Louca na Revolução de 1930”, um resgate fundamental que joga luz sobre os bastidores locais de um movimento que sacudiu as estruturas do Brasil.

Contudo, após a poeira das revoluções assentar, Garanhuns sempre soube onde encontrar o seu aconchego. Ailton Guerra, com maestria e uma ponta de melancolia, nos conduz pelas portas do “Cid’s Bar e Fuga da Solidão”, resgatando a boemia, as conversas sem fim e o calor humano que aquecia as noites frias da Suíça Pernambucana. Essa vivacidade cultural e social transborda também na narrativa de Dumuriê Vasconcelos, que resgata o cheiro de terra e a alegria popular em “A Primeira Festa do Milho em Garanhuns”, um registro precioso das nossas tradições e do associativismo festivo.

O afeto e a reverência aos grandes personagens humanos da cidade ganham corpo na crônica “Dona Paula”, de José Rodrigues da Silva, um tributo àquelas figuras que, sem alarde, tornaram-se pilares de bondade e marcos humanos de nossa gente.

O lirismo atinge o seu ápice com “Verde Praça”, joia literária de João Marques dos Santos. O autor do Hino de Garanhuns - e um dos maiores expoentes da nossa cultura - nos oferece mais do que uma crônica; entrega um poema em prosa sobre os jardins que emolduram a nossa alma coletiva, onde a névoa e as flores se encontram.

A história de Garanhuns ganhou um novo capítulo!

Por fim, fechando este mosaico com chave de ouro, Clovis Barros Filho nos guia por um itinerário afetivo em “Pontos Inesquecíveis de Garanhuns”, mapeando geograficamente a nossa saudade e fixando no papel os lugares que o tempo não ousou apagar da nossa memória.

“Retalhos de Garanhuns - Volume VIII” é, portanto, um livro-abrigo. Cada crônica aqui reunida é um pedaço de tecido alinhavado com amor, rigor histórico e sensibilidade. Ao folhear estas páginas, o leitor não estará apenas lendo sobre o passado; estará, acima de tudo, redescobrindo o orgulho de pertencer a Garanhuns. 

VOLUME VIII

Hermínia Brasileiro

Festas, Autoridades e Progresso: A Solenidade que Apresentou a Nova Prefeitura de Garanhuns em 1943

De Caibro de Andaime a Patrimônio da Cidade: O Nosso Velho Cedro

A Coluna Louca na Revolução de 1930

Cid's Bar e a Fuga da Solidão

A Primeira Festa do Milho em Garanhuns

Sport Club de Garanhuns

Dona Paula

Verde Praça

Pontos Inesquecíveis de Garanhuns

Augusto Paes

Maria Souto

Retalhos de Garanhuns - Volume 14

Abrir este Volume XIV da coleção Retalhos de Garanhuns é empreender uma viagem no tempo em que os contornos da “Suíça Pernambucana” se revel...