Com textos que recuperam personagens, acontecimentos, lugares, monumentos, tradições e episódios marcantes, esta edição conduz o leitor por diferentes períodos da história de Garanhuns e do Agreste pernambucano.
Mais do que reunir fatos do passado, Retalhos de Garanhuns – Volume XII: Páginas de Saudade e Memória procura preservar histórias que fazem parte da identidade da cidade. São lembranças de pessoas, ruas, instituições, festas, esportes, monumentos e acontecimentos que ajudaram a construir a Garanhuns que conhecemos hoje.
Personagens e tipos populares da antiga Garanhuns
O Volume XII abre suas páginas resgatando personagens que fizeram parte do cotidiano da cidade no início do século XX.
Pela escrita do Dr. José Francisco de Souza, o leitor reencontra Cândido Trinta Contos, figura popular, pitoresca e inesquecível da antiga Garanhuns. Sua trajetória representa um pouco daquele universo de personagens que, mesmo sem ocupar posições de destaque nos registros oficiais, permanecem vivos na memória coletiva.
O volume também recupera as lembranças do Monsenhor Afonso Pequeno e de João Batista de Melo Peixoto, além da história do Sacristão Serapião, personagem ligado ao cotidiano do Pau Pombo e da Vila Regina.
Essas narrativas revelam uma Garanhuns na qual as relações de vizinhança, a convivência comunitária e o conhecimento entre os moradores faziam parte da vida cotidiana.
Memórias da Rua Santo Antônio
A memória urbana de Garanhuns ganha destaque no relato de Alfredo Vieira Filho, que apresenta os Vizinhos de Alfredo da Silva Vieira na Rua Santo Antônio.
A narrativa conduz o leitor por uma das áreas mais importantes da cidade, recuperando lembranças do cotidiano, dos moradores e das relações de vizinhança que marcaram diferentes gerações.
A Rua Santo Antônio aparece, assim, não apenas como um endereço, mas como um espaço de convivência e de construção da memória afetiva de Garanhuns.
Francisco Ferreira Leal e a história local
O cronista Jaime de Oliveira Luna contribui para a preservação da memória garanhuense ao apresentar a trajetória de Francisco Ferreira Leal.
Seu perfil ajuda a compreender a atuação de personagens que participaram do desenvolvimento social e administrativo do município, ampliando o conhecimento sobre homens que deixaram sua contribuição para a história de Garanhuns.
A queda do meteorito em Garanhuns
Entre os episódios mais curiosos reunidos neste volume está “A Queda do Meteorito em 1923”.
Por meio da narrativa de Arlinda da Mota Valença, o leitor é transportado para o momento em que um fenômeno extraordinário despertou espanto e fascínio entre os moradores da região.
O episódio demonstra como acontecimentos incomuns também passam a integrar a memória coletiva e acabam se transformando em importantes registros da história local.
A memória esportiva de Lourival Dias
O esporte também faz parte da identidade cultural de Garanhuns.
Neste volume, Lourival Dias é lembrado por sua trajetória nos gramados e por sua contribuição para a memória do futebol garanhuense.
O registro preserva a lembrança de uma época em que o futebol reunia torcedores, despertava paixões e ocupava lugar importante na vida social da cidade.
O relógio que se tornou símbolo de Garanhuns
Um dos símbolos mais conhecidos da cidade ganha destaque em “A Crônica de um Relógio que é a Cara de Garanhuns”, de José Rodrigues da Silva.
O texto recupera a história do relógio que se tornou parte da paisagem e da identidade visual de Garanhuns, incluindo a origem suíça de seu maquinário.
Mais do que um equipamento urbano, o relógio passou a representar um dos elementos mais reconhecidos da memória afetiva dos garanhuenses.
A Catedral de Santo Antônio e o patrimônio histórico
A preservação do patrimônio histórico e religioso de Garanhuns ocupa lugar especial neste volume.
Em “A Catedral de Santo Antônio”, Nelson Paes de Macêdo registra um momento importante da história do templo e chama atenção para a necessidade de preservar sua arquitetura, seus altares e elementos artísticos.
A Catedral de Santo Antônio constitui um dos principais símbolos religiosos e arquitetônicos da cidade e integra profundamente a paisagem histórica de Garanhuns.
O abastecimento de água e o desenvolvimento de Garanhuns
O processo de modernização urbana também é abordado em registros históricos sobre o abastecimento de água em Garanhuns.
Uma reportagem publicada em 1934 pelo jornal Diário da Manhã recupera informações sobre a grande excursão do Clube de Engenharia e os projetos relacionados aos melhoramentos no sistema de abastecimento de água do município.
O texto apresenta ainda referências ao trabalho técnico de Saturnino de Brito e à presença de colonizadores japoneses no Vale do Mundaú, permitindo ao leitor compreender diferentes aspectos do processo de desenvolvimento regional.
“Brás”: memória do comércio e das tradições
A vida cotidiana de Garanhuns também aparece na crônica “‘Brás’ Pilar de Resistência das Nossas Tradições”, publicada pelo jornal O Monitor.
O texto resgata aspectos do comércio, dos encontros sociais e da vida noturna da cidade, incluindo referências ao Bar 1º de Junho, à sinuca de Sebastião Pacheco e às conversas que animavam as noites frias da Suíça Pernambucana.
É mais uma lembrança de uma Garanhuns marcada pela convivência, pelos encontros e pelas tradições populares.
O Primeiro Encontro de Jornalistas do Interior de Pernambuco
A história da imprensa também ocupa espaço importante no Volume XII de Retalhos de Garanhuns.
Por meio das páginas históricas de O Monitor, o jornalista Ulisses Peixoto Pinto Filho resgata o Primeiro Encontro de Jornalistas do Interior de Pernambuco, realizado em junho de 1981, no Hotel Tavares Correia.
O encontro reuniu importantes nomes da imprensa e da política pernambucana, destacando a importância do jornalismo na defesa dos interesses do interior e na preservação da memória regional.
Francisco Figueira e o desenvolvimento de Garanhuns
Encerrando o volume, o leitor encontra a trajetória de Francisco Figueira, personagem apresentado como um dos grandes administradores da história de Garanhuns.
O relato destaca ações relacionadas à modernização da cidade, à eletrificação dos distritos, às transformações da sede municipal e à criação do Brasão de Armas de Garanhuns.
Sua trajetória representa um período de importantes mudanças administrativas e urbanas e contribui para compreender os caminhos percorridos pelo município em sua busca pelo desenvolvimento.
Conteúdo do Retalhos de Garanhuns – Volume XII
Nesta edição da Coleção História de Garanhuns, o leitor encontrará:
- Cândido Trinta Contos – Tipo Popular
- Monsenhor Afonso Pequeno
- João Batista de Melo Peixoto
- Ator Cláudio Correia e Castro em Garanhuns
- O Sacristão Serapião no Pau Pombo e Vila Regina
- Vizinhos de Alfredo Vieira na Rua Santo Antônio
- Natureza em Garanhuns
- Francisco Ferreira Leal
- A Queda do Meteorito em 1923
- Lourival Dias
- A Crônica de um Relógio que é a Cara de Garanhuns
- A Catedral de Santo Antônio
- Abastecimento de Água em Garanhuns em 1930
- “Brás” – Pilar de Resistência das Nossas Tradições
- Primeiro Encontro de Jornalistas do Interior
- Francisco Figueira
Um livro de saudade, história e memória
Retalhos de Garanhuns – Volume XII: Páginas de Saudade e Memória é uma viagem por diferentes momentos da história da Cidade das Flores.
Nas páginas desta edição, o leitor reencontra personagens populares, antigos moradores, jornalistas, esportistas, religiosos, administradores e outras personalidades que deixaram suas marcas na trajetória de Garanhuns.
Também estão presentes monumentos, ruas, hotéis, acontecimentos extraordinários, tradições, imprensa, esporte e importantes transformações urbanas.
Cada história representa um pequeno fragmento de um passado que merece ser conhecido e preservado.
Preservar a memória de Garanhuns
A força de Retalhos de Garanhuns está justamente na reunião desses diferentes fragmentos. Como peças de uma grande colcha de memórias, cada narrativa acrescenta uma nova perspectiva à compreensão da história local.
O Volume XII reafirma, assim, o compromisso da Coleção História de Garanhuns com a preservação do patrimônio histórico, cultural e afetivo do município.
Conhecer essas histórias é reencontrar uma Garanhuns de outros tempos. Preservá-las é garantir que as futuras gerações também possam conhecer os personagens, lugares e acontecimentos que ajudaram a construir a identidade da Terra de Simôa Gomes.
Porque cada memória preservada é uma página que o tempo não consegue apagar.
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